O surgimento do jornal impresso

O surgimento do jornal impresso

  O jornal impresso foi um dos primeiros meios de comunicação que existiu, dizia-se que os marinheiros usavam este meio para fazer comercio marítimo, se isso for verdade pode-se dizer que além de informar, o jornal impresso serviu como propaganda para vender objetos, isto há alguns séculos atrás. Onde e como o jornal impresso surgiu ? E para que ? Qual era sua verdadeira intenção ? Estas perguntas e muitas outras estarão sendo respondidas na leitura deste capitulo.

  As várias histórias do surgimento do jornal impresso encontram-se em alguns livros e pesquisas já realizadas, mais tudo indica que o primeiro jornal surgiu pelo o Imperador Julio Cesar, através de pesquisas nota-se que Julio Cesar ousou quando utilizou o jornal para falar com a população do seu império, como participava de muitas guerras militares, o veículo ajudou-lhe na divulgação das noticias relacionadas sobre as guerras e através disso acredita-se que ele fez um marketing da sua imagem . 

(…) A Acta Diurna era uma publicação oficial do Império Romano, criada no ano de 59 A.C. durante o governo imperial de César. Ela trazia notícias diariamente para a população de todos os cantos do Império (e de fora dele) falando principalmente de conquistas militares, ciência e de política.

Figura 1, Pedra de Palermo registra a história dos reis do Egito

http://www.guiadacarreira.com.br/artigos/historia/jornaisjornalismo/)

  Com o surgimento deste jornal, nota-se que também surge o profissional conhecido como “jornalista”, pois os mesmos começam a ser correspondentes do império Romano, buscando noticias para “alimentar” o jornal com informações. A profissão jornalista surge nesta mesma época.

  A Acta Diurna era um jornal escrito em tabuas de pedras e erguido em praça publica, para que a população pudesse ler, as pessoas eram muito carentes, não tinham condições de comprar o jornal caso fosse impresso no papel, pois o papel na era muito caro, então Julio Cesar funda esta idéia , que foi usada até o império de Augusto. Nesta parte nota-se que o auditório que Julio Cesar queria atingir, era o auditório universal, pois não queria que as informações escritas chegassem apenas para os ricos da época, mais sim queria atingir a população em comum sem restrições.

  Ao ver uma Acta Diurna, deve-se abrir em questão o tempo que se demorava para a informação ser veiculada, pois o trabalho feito aqui era totalmente manual, demoravam-se mais ou menos dois dias para que a informação de acontecimento já passado, fosse publicada para o povo. Hoje em dia fica difícil imaginar uma situação desta, com varias tecnologia desenvolvidas, as pessoas já estão habituadas a ter a noticia no mesmo dia, ou melhor no momento do seu acontecimento.

Entretanto as coisas começam a mudar quando o alemão Johannes Gutenberg inventou a prensa de papel, um feito muito grande para a época.

  Está invenção causou um impacto para o jornal impresso, possibilitando a impressão de vários jornais ao mesmo tempo, e com isso as noticias publicadas nos veículos começaram a ser factuais, isto fez com que as noticias não chegasse “atrasadas” para as pessoas. 

(…) A revolução na época foi tão grande, que alguns autores afirmam que a prensa de papel de Gutemberg tirou o mundo de vez da Idade Média, levando o mundo para a Era da Renascença, com o despertar definitivo da ciência e do jornalismo profissional.

  Contudo este foi o surgimento do jornal impresso no mundo, hoje com algumas tecnologias a mais, só que a sua essência não mudou ou melhor o seu papel continua o mesmo trazer informação para as pessoas.

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O estilo jornalístico

 O estilo jornalístico 

Nilson Lage (1999, p. 35) destaca que o jornalismo não é um gênero literário, mas observa que o texto jornalístico possui regras próprias e sua produção deve objetivar uma comunicação eficiente, com aceitação social.

Assim, se não há uma “língua de jornal”, como diz Burnett (1991, p. 40), pode-se dizer que existe um estilo jornalístico de escrever, de usar uma língua comum, com normas determinadas e características que podem ser descritas, conforme se verá, e estão catalogadas nos livros de redação jornalística ou manuais de redação dos jornais.

O termo “estilo” jornalístico parece, porém, mais apropriado do que “linguagem” jornalística quando se fala da forma de redação da imprensa. Sob o rótulo de linguagem jornalística podemos incluir, além dos elementos textuais, o projeto gráfico e os elementos visuais. Geralmente se associa o estilo jornalístico moderno à imprensa americana, ligando-o também ao modo de produção da notícia enquanto mercadoria. De fato, a difusão quase que universal do padrão textual baseado na pirâmide invertida liga-se à transposição de um modelo americano de imprensa, principalmente via agências de notícias. Entretanto, as características básicas do estilo jornalístico são anteriores ao final do século XIX, quando começou a ocorrer a difusão de notícias via agências. A primeira tese de doutorado sobre jornalismo, escrita em 1690 por Tobias Peucer (apud Rocha, 2000), já abordava os relatos jornalísticos e fazia referência ao estilo de texto utilizado pelos periódicos. Aliás, Casasús e Ladaveze não só sustentam a tese de que a forma narrativa da pirâmide invertida se originou na retórica clássica, como observam que as seis perguntas normalmente básicas que deveriam ser respondidas pela notícia (o quê, quem, quando, onde, como, por quê) “não são outra coisa que os elementa narrationis simplesmente traduzidas” (1991, p. 20). 

O estilo jornalístico, porém, toma sua forma definitiva no século XIX, nos Estados Unidos. As novas feições dos jornais – que passavam a se tornar empresas dentro do modo capitalista de produção – resultaram em conseqüências no texto jornalístico e tiveram também grande influência das inovações tecnológicas. O advento do telégrafo, em 1840, consolidou as principais mudanças na estrutura das notícias. (Fontcuberta, 1980, p. 20).  

O estilo jornalístico da notícia baseado na pirâmide invertida também está ligado a procedimentos utilizados nos Estados Unidos, durante a Guerra de Secessão (1861-1865). Vários jornalistas foram mandados ao campo de batalha e enviavam notícias via telefone. Com a precariedade do sistema, era necessário que as informações mais importantes fossem passadas de imediato. Cada um ditava um parágrafo da notícia de cada vez, era uma roda de informações. Ao se acabar a primeira rodada de transmissões, se iniciava o ditado do segundo parágrafo e assim até o final. “Havia nascido a pirâmide invertida” (Fontcuberta, 1980, p. 21). 

No início do século XX, enquanto a imprensa dos Estados Unidos começava a ser dominada pelo estilo objetivo de escrever, oriundo das agências de notícias, o jornalismo brasileiro praticava um estilo rebuscado, sob influência do parnasianismo francês. “Exaltava-se o estilo empolado dos discursos de Rui Barbosa” e o estilo dominante era tão pedante que as matérias seriam hoje praticamente incompreensíveis (Lage, 2000). 

O estilo já implantado nos Estados Unidos chega ao Brasil por meio dos telegramas das agências internacionais e começa, mesmo que esparsamente, a influenciar o noticiário. Até a década de 1920, a imprensa brasileira seguia o perfil do jornalismo europeu. Tinha como característica o jornalismo que utilizava uma linguagem rebuscada (Bahia, 1990, p. 158). Na década de 1920, inicia-se, porém, a preocupação com o estilo jornalístico. Após realizar uma viagem aos Estados Unidos, Gilberto Freyre passa a demonstrar essa tendência em sua atividade enquanto diretor de redação de A Província, um jornal de Recife. A Semana Modernista de 1922 também é apontada por Nilson Lage (1998) como influência importante para a reforma editorial na imprensa brasileira. Uma das idéias dos modernistas era justamente aproximar o texto literário da fala brasileira, limitando, por exemplo, o tratamento cerimonioso e eliminando palavras em desuso, como edil e alcaide. Entretanto, essas inovações só iriam se concretizar no jornalismo anos mais tarde. A reforma do estilo da imprensa brasileira começou na década de 1950, em um pequeno jornal do Rio de Janeiro, o Diário Carioca (que circulou entre 1928 e 1966), onde foram introduzidos pelos jornalistas Danton Jobim e Pompeu de Souza três importantes elementos oriundos do jornalismo norte-americano: o lead, o manual de redação e o copy desk (redator responsável por reescrever as matérias, dando um tratamento uniforme a todos os textos). 

Esse novo padrão textual não se espalhou de imediato por toda a imprensa. O que aconteceu foi a convivência entre elementos do moderno estilo jornalístico com vícios da forma de escrever dominante até então. Lage (1997, p. 6), que trabalhou no Diário Carioca e no Jornal do Brasil, observa que os jornais paulistas só aderiram ao lead na década de 1970. Eduardo Martins, no jornal O Estado de S. Paulo desde o final da década de 1950, rebate a crítica e afirma que no início da década de 1960 o Estadão já usava o lead. Martins reconhece, porém, que havia muitos literatos no jornal, tendo sido difícil orientá-los sobre padronização de texto. “Mas já tínhamos um corpo de redatores, de copy desks” [na décadade 1960].

 Referência:

CAPRINO, Mônica Pegurer; REIMÃO, Sandra (Orient.). Questão de estilo: o texto jornalístico e os manuais de redação. 2002. Dissertação (Doutorado em Comunicação) – Faculdade de Comunicação, Universidade Metodista de São Paulo. São Bernardo do Campo, p. 98-100, 2002. Disponível em: <www.revistas.univerciencia.org/index.php/cs_umesp/article/download/3664/3452>. Acesso em: 22 maio 2011.

 

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Mudanças na estética do jornal

Mudanças no Formato Estético

 

 

 

“Os homens criam as ferramentas; as ferramentas recriam os homens”. (MCLUHAN, 1970 apud YAZBECK, 2002).

Com o surgimento de novas tecnologias, as pessoas sentem a necessidade de aderirem às novas mudanças, assim tornando suas vidas mais fáceis e mais práticas. E é isso o que ocorre com o jornalismo impresso, para tornar o jornal mais agradável, os jornais vêm mudando a sua estética e aderindo as novas tecnologias para que o leitor se sinta bem com o jornal. E essas mudanças não vêm de hoje.

Desde o começo do século XV, os jornais vêm apresentando grandes mudanças em seu formato estético, e vêm sofrendo vários processos de modernização em seus modos de impressão e diagramação. Compreender essas mudanças gráficas e visuais é compreender a história do jornal impresso (FRANÇA, 2008).

De acordo com Luciano Guimarães, a razão dessas transformações no design jornalístico se deve principalmente, a presença de novas tecnologias que geram uma remodelagem da continuidade.

“A mídia precisa ser vista como um sistema, um sistema em contínua mudança…”. (BRIGGS e BURKE, 2004 apud GUIMARÃES, 2006).

E é exatamente isso o que ocorreu e continua ocorrendo com os jornais impressos, eles estão em contínua mudança, aderindo às novas tecnologias e satisfazendo seus leitores tornando os jornais mais organizados.

Antigamente a produção dos jornais, se dava pela composição de chumbo até mais ou menos 1971, onde se adotou o sistema de fotocomposição[1]. A fotocomposição é a composição tipográfica feita por projeção de caracteres sobre papel, ou película de filme fotossensível. Eduardo Nunes Freire sobre a tipografia ressalta:

Os recursos gráficos na fase tipográfica eram escassos e o texto verbal predomi­nava. O texto jornalístico de então trafegava entre o informativo e o literário […] Daí, a existência de textos longos e às vezes impenetráveis […] O jornalismo desta época é o da opinião, do debate, da peleja, das discussões temáticas. (FREIRE, 2009, p 296).

 

Afirma também que:

Os recursos visuais no início do período tipográfico eram poucos, e restringiam-se a filetes, variações na tipografia (fontes), algumas ilustrações e, posteriormente, fotografias de baixa qualidade. O jornalista pouco interferia no processo de diagramação, no desenho das páginas ou na escolha da imagem que ia ilustrar o texto. (FREIRE, 2009, p 297).

 

Vale ressaltar, segundo o autor, que a cor quase não era usada nesse período, somente para destacar títulos ou anúncios publicitários.

Em seguida vem a fase litográfica, que se trata da impressão da litografia tradicional: matriz plana, separação físico-química entre água e tinta. Aqui no Brasil situa-se entre a década de 1960, e finais de 1980, segundo o autor Eduardo Freire.

Ele discorre também que:

A transferência da montagem da página da oficina gráfica para o departamento de arte aproximou um pouco mais o jornalista do tratamento final de sua produção […] os editores eram também os responsáveis pelo desenho das páginas, fator que contribuiu para a criação de páginas diferenciadas que integravam melhor o material verbal e o não-verbal. A partir daí, os princípios do design entram em evidência. Alinhamento, repetição, proximidade, contraste, balanço, passam a ser mais levados em consideração o que redunda em um jornal mais organizado, limpo e arejado, com hierarquia mais nítida e com melhor visibilidade. (FREIRE, 2009, p 300).

 

A cor nessa fase então, começa a tomar força, mas somente como ilustração e na estética, restringindo-se a capa, contracapa, fotografias e quadros (Freire, 2009).

Vemos então que os recursos visuais são muito importantes para um jornal, pois uma imagem pode interagir mais com o leitor, e atraí-lo para a mensagem.

No velho jornal importante era o texto, somente o texto […] utilizavam fotografias desde que não tomassem o espaço do texto […] no novo jornal o que importa é comunicar bem ao leitor o que se quer comunicar. Se um gráfico, em determinados casos, comunica melhor, publique-se o gráfico, subtraia-se o texto. (NOBLAT, 2006, p 152).

 

“O recurso visual do jornalismo impresso moderno deve ser entendido como uma possibilidade complementar e suplementar à informação textual”. (MANUAL DA REDAÇÃO, 2006 apud FRANÇA, 2008).

[…] o trabalho de diagramação que antigamente era visto como artesanal, na atualidade se transferiu para o campo de especialização […] o trabalho do planejamento visual é feito com vistas à disposição da matéria, com intuito de um bom aproveitamento do texto e seus destaques. A forma estética deve agregar valores do conteúdo ao visual do jornal. (COLLARO, 2006 apud FRANÇA, 2008).

 

Posteriormente, vem a chamada fase digital, “vultosos investimentos em tecnologia de impressão foram feitos nas últimas três décadas. Hoje no mercado, encontra-se impressoras com grande formato de impressão”. (ALZIRA, 2002 apud FRANÇA, 2008).

Observa-se então que todas essas mudanças na estética do jornal, toda essa quebra de paradigmas que adere a novas tecnologias, resultam em um jornal mais prático, rápido e organizado que interessa ao leitor.

Assim chegamos à conclusão de que todas essas alterações possibilitaram a produção mais rápida, e um jornal mais atraente, com mais imagens e não com apenas textos.

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Uma breve explicação…

Caminhos do Jornalismo é simplesmente um canal entre os alunos, ou melhor dizendo, futuros jornalistas da Universidade Metodista, com todos aqueles que são como nós, apaixonados por esse ofício. Embarque nessa viajem conosco e, como bons repórteres, vamos percorrer incansavelmente os caminhos que nos levam a decifrar a história do jornalismo.

“Pois o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e torná-lo humano por sua confrontação descarnada com a realidade. Ninguém que não a tenha sofrido pode imaginar essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida. Ninguém que não a tenha vivido pode conceber, sequer, o que é essa palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo das primícias, a demolição moral do fracasso. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderá persistir num ofício tão incompreensível e voraz, cuja obra se acaba depois de cada notícia como se fora para sempre, mas que não permite um instante de paz enquanto não se recomeça com mais ardor do que nunca no minuto seguinte.” (Gabriel García Márquez)

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