Parte 5

Nos anos 60, tudo parecia acontecer ao mesmo tempo, já no fotojornalismo a mudança parecia mesmo ter acontecido com a industrialização da fotografia e sua capacidade de transmitir os acontecimentos. As fotos, naquela época, também serviram para criar na população uma corrente contrária à guerra.

Mas é durante a Guerra do Vietnã (1959 a 1975) que ocorreu a segunda revolução no fotojornalismo. Revistas como a Life e a Look desapareceram do mercado diante do surgimento das ofertas da televisão e do encarecimento de produção.

Com a guerra a profissão de fotografo jornalístico de multiplicou, Porém, os militares sentindo a força que eles tinham, fizeram com que muitos deixassem de lado a cobertura bélica.

Nos anos 80, o fotojornalismo começou a sentir as primeiras limitações da profissão. Ampliaram-se os estudos sobre a fotografia e multiplicaram-se os interesses pelos ensaios. Foi também nessa época, que a fotografia dita de “comoção sensível” começou a ser notada. Caracterizada por imagens que exprimem dor e violência, morte e fome, são as fotografias mais premiadas. Sob inegável influência da televisão, as fotos foram ficando coloridas.

As revistas se renovaram com o uso da imagem fotográfica, proporcionando maior espaço na publicação. Ainda neste período, o mundo foi dominado pela câmera fotográfica, o que dificultou os limites do fotojornalismo, agravado pela qualidade da fotografia amadora que despertou interesse jornalístico de jornais e revistas. Com a proliferação dos computadores, os fotógrafos começaram a tratar as imagens, facilitando assim o trabalho. Porém, com o aparecimento de novas tecnologias, esses profissionais se sentiram ameaçados, como se perdessem o controle sobre suas produções. Mas, com um discurso efetivo o controle sobre seu trabalho passou a ser um imperativo ético.

Desde os anos 90, o fotojornalismo vem sofrendo transformações, a praticidade e agilidade proporcionadas pelas câmeras digitais foram – e são – a maiores razões para que os veículos de comunicação adotem a tecnologia, especialmente em uma época em que tudo deve ser instantâneo. Uma questão importante também é a de que técnicas e conceitos do fotojornalismo estão tendo de se adaptar à nova forma de fotografar e, principalmente, ao surgimento das fotos feitas por amadores, que vêm sendo utilizadas pelos jornais.

A produção da fotografia jornalística buscava apenas o imediatismo e não o desenvolvimento dos fatos. Este ganha espaço com o fotojornalismo de autor, amplamente estimulado pela Agência Magnum, ganhando, além de adeptos, prestígio. Porém, a “foto-choque” perde espaço para a “foto do glamour”, da ilustração. Merecem destaque, nesse âmbito, as agências de fotógrafos e não de fotografias, as quais consagram o autor e seu projeto.

Com o barateamento das tecnologias, a fotografia digital ganhou força e popularidade. Grandes empresas lançaram e continuam a lançar no mercado altas tecnologias no que se refere a armazenamento, edição, visualização e manipulação de imagens, reacendendo o debate sobre a função da fotografia para referenciar a realidade. Editores, rotineiramente, manipulam digitalmente as fotografias que estampam as capas de revistas e livros, pois elas serão vistas mais como ilustração do que como documento. Nesse ponto reside todo o questionamento.

Tanta tecnologia torna difícil afirmar se a fotografia é ou não original, se foi ou não manipulada, enxergar a história do fotojornalismo apenas por uma ótica, não deve ser uma escolha adequada para quem pretende compreender de modo verídico a evolução histórica desse processo. É necessário observar todas as nuances presentes na evolução do fotojornalismo, desde seu início, ainda no século XIX, até os dias atuais.

A história deve ser compreendida sob todos os pontos de vistas uma vez que foram diferentes situações, em épocas diversas, que contribuíram para a construção desse mosaico histórico chamado fotojornalismo ocidental.

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