Fiori Gigliotti

por Andre Guerreiro

Nascido em Barra Bonita, em 27 de setembro de 1928, Fiori foi um dos maiores nomes do jornalismo esportivo brasileiro. O recordista dentre os jornalistas em termos de Copa do Mundo, foi o único que transmitiu jogos de 10 copas do mundo. Foi homenageado com 162 títulos de cidadão honorário (a maioria em cidades do interior de São Paulo). Faleceu um dia antes do início da copa do mundo de 2006, recebendo uma homenagem de Galvão Bueno, que no primeiro jogo da copa, iniciou a transmissão com a famosa frase de Fiori: “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”.

                

Com 4 anos de idade, mudou-se com sua família para Lins. Por volta dos 12 anos de idade, ele já acompanhava os jogos, conhecia formações dos principais times do país, colecionava “A Gazeta Esportiva” e “O Mundo Ilustrado”. Começou a trabalhar com jornalismo no “Correio de Lins”. Conseguiu mudar para a rádio local, escrevendo o texto do programa “A Marcha do Esporte”. Mas seu desejo de transmitir futebol falava mais alto e, de tanto insistir, conseguiu convencer seus patrões de participar das transmissões de futebol.

Em 1952, Fiori aceitou um convite da rádio Bandeirantes, onde teve sua primeira experiência internacional, no Perú, completando a equipe do narrador titular Edson Leite. Em 1953, iniciou suas narrações, entretanto, era o segundo narrador da rádio e também repórter de campo. Com a vinda de Pedro Luiz, da Panamericana (versão antiga da Jovem Pan), foi rebaixado para terceiro narrador. Assim, a rádio Panamericana convidou Fiori para ser o narrador titular, e ele aceitou prontamente. Fiori demonstrou toda sua qualidade e havia começado a jornada de Fiori a caminho da imortalidade.

Em 1963 voltou à rádio Bandeirantes, onde permaneceu até 1995 como narrador titular absoluto. Aos poucos, ele foi impondo seu estilo de narração, e criando seus famosos bordões, que ele mesmo considerava um diferencial: “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculol…” “O tempo passa…” “Tenta passar, mas não passa!” “Crepúsculo do Jogo” “Agüenta coração!” “Uma Beleeeeza de Gol!” “Um beijo no seu coração” “É fogo, é gol”.

Trabalhou durante muitos anos na Rádio Bandeirantes, onde marcou época, ainda prestou seus serviços à Rádio Panamericana (hoje, Jovem Pan) e finalmente encerrou sua carreira na Rádio Record, onde trabalhou de 1996 a 2005.

Fiori Gigliotti narrando, pela Rádio Record, o clássico “Majestoso” em 2003
Homenageado pelo Museu do Futebol como uma das principais vozes esportivas do país

A homenagem do Museu do Futebol:

Como estudioso do futebol, foi destaque no filme “Pelé Eterno”:

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