Introdução ao processo digital

O tipo de jornalismo que mais cresce atualmente é o on-line. A densa quantidade de informações e a interatividade levam as pessoas a priorizá-la como fonte de conteúdo, por que, além da praticidade e personalização, a hipermídia – integração de texto, imagem e som; e os hyperlinks, que contextualizam e correlacionam outros acontecimentos, as garantem maior compreensão do fato.

Para analisar a produção jornalística digital é necessário entender o público principal, principalmente em relação aos fatores educacionais e socioeconômicos. Por outro lado, as questões econômicas são as barreiras que dividem a audiência do jornalismo de web em relação a qualidade dos aparelhos eletrônicos, como os tablets e internet de alta velociade.

O instituto americano comScore apontou que 170 países englobam 1,35 bilhão de internautas. Em 2010, o IBOPE registrou 73,7 milhões de internautas. Para o fim de 2011, o IAB, órgão de pesquisa da publicidade na internet, estima que terão 81 milhões. Na pesquisa feita pela F/ Nasca,  agência publicitária, os jovens de 15 a 24 anos representam a maioria, os quais navegam em média 30 horas mensais. Enquanto os adultos entre 45 e 54 anos utilizam a internet cerca de 23 horas mensais. O IBOPE apontou também que 52,8% dos internautas pertencem às classes C, D e E.

Atualmente, além do computador, a grande massa da audiência digital interage por meio dos smartphones e dos tablets, aparelhos práticos, que permitem o acesso à internet em qualquer lugar que tenha rede. A ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) registrou em 2010 a marca de 14,6 milhões de celulares e 4,3 milhões de modens com a tecnologia 3G.

Este avanço no setor atrai investidores pelo baixo custo de produção quando comparado às outras mídias, o que permitiu a revista norteamericana The Economist classificar o momento como a “nova bolha”, em referência com o ano de 1999, período de muito investimento na mídia digital, que atualmente ganhou inúmera concorrência e evolução, com novas plataformas de comunicação, como as redes sociais Twitter, Facebook e Skype.

A partir destes dados, pode-se compreender o que a jornalista digital Pollyana Ferrari denomina como oligarquias brasileiras. O poder dos portais concentrado nas mãos de poucos, os quais têm o dever de prestar serviço para a maioria da população.

Confira o processo de produção digital no post “Da pauta ao feedback

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