Sensacionalismo na TV

“O sensacionalismo não se trata de um fenômeno novo, é porém, talvez, a mais antiga ferramenta para aumentar as vendas de produtos de comunicação, implicando dessa forma, numa opção editorial. Assim, aparece nos meios midiáticos como uma forma de chamar a atenção do público, fazendo-o a adquirir a informação ou produto veiculado.” (texto extraído do site: http://www.cibersociedad.net/congres2006/gts/comunicacio.php?id=868  às 13:34 do dia 17/05/11)

No meio impresso, é comum encontrar jornais com temas e coberturas que priorizem o popular e no telejornalismo não é diferente. Pode-se citar como exemplo, o programa “Aqui Agora”, exibido pelo canal SBT, nos anos 90; este “telejornal” tinha certo apelo popular, semelhante ao impresso “Noticias Populares”. O jornalista Luiz Carlos Alborghetti, conhecido como “Dalborga”, também ficou conhecido pelo seu estilo popular de noticiar os fatos, com expressões polêmicas como “Bandido bom é bandido morto!”. Alborghetti foi pioneiro no jornalismo policial, juntamente com Gil Gomes, jornalista que antes trabalhava com cobertura esportiva. Gil e “Dalborga” criaram uma vertente do jornalismo, aproveitada por outros jornalistas policiais, como Carlos Massa – o “Ratinho” -, Jose Luiz Datena e, mais recentemente, o jornalista Reinaldo Gottino, apresentador do programa “SP Record”.

Esses tipos de programas, supostamente jornalísticos, na verdade dão uma importância tão grande a um fato que nem sempre corresponde ao que ele realmente é, tentando se comunicar com o público através de condenações e transgressões.

Podemos dizer que o público está inserido ao contexto sensacionalista a partir do momento que percebe-se a intenção de punir e/ou de transgredir do  produto televisivo.

Toda essa disputa pela audiência e popularidade fez com que os meios de comunicação utilizassem técnicas muitas vezes anti-éticas para fazer com que o público se sinta atraído, seduzido ou sensibilizado não só pela informação, mas pelo estilo e tipos de abordagem das notícias, fazendo com que o telejornal seja uma “arma do povo”.

Então, o sensacionalismo é algo que:

[…] não se presta a informar, muito menos a formar. Presta-se básica e fundamentalmente a satisfazer as necessidades instintivas do público, por meio de formas sádica, caluniadora e ridicularizadora das pessoas. Por isso, a imprensa sensacionalista, como a televisão, o papo no bar, o jogo de futebol, servem mais para desviar o público de sua realidade imediata do que para voltar-se a ela, mesmo que fosse para fazê-lo adaptar-se a ela (MARCONDES FILHO, 1986, apud ANGRIMANI, 1995, p. 15).

Grupo 4 – Matutino

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