Entrevistas – matutino

   Entrevista com editor do Diário do Grande ABC             

“O mercado de trabalho para o jornalista sempre oferece oportunidades”

O Jornalista Wilson Moço, 50, editor do caderno de Setecidades do Diário do Grande ABC e com 25 anos de experiência disse em entrevista feita no dia 27 de abril de 2011 que é de opinião que o jornal impresso não acabará devido as novas ferramentas de comunicação, como sites de notícias. Ele toma por base o lançamento de novos produtos, e cita entre as novidades os jornais regionais BOM DIA e Metro ABC e segmentados como Brasil Econômico. Para Moço, o jornal impresso precisa mudar e se adaptar aos novos tempos, de modo a conquistar os jovens, com textos mais curtos e linguagem ágil.

Leia a entrevista feita por Caio Kirdeika, 18, aluno da Universidade Metodista de São Paulo.

1. Enquanto estudava, conseguiu trabalhar na área por meio de estágios ou trainee? E assim que você se formou, encontrou dificuldades para arrumar um emprego?  

RESPOSTA –  Na época em que fazia o curso de Jornalismo o estágio não era permitido. Uma lei do Ministério do Trabalho proibia o estágio, que só podia ser feito no Rudge Ramos Jornal, no caso da Metodista. A lei que proíbe ainda vale, mas acordo entre universidades, empresas e sindicato hoje permite que se contratem estagiários de Jornalismo. Esse é o acordo que existe no Diário do Grande ABC, que emprega estudantes da Metodista. Também pelo CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola) é possível conseguir vagas de estágio.

Quanto a emprego, consegui uma vaga no Diário do Grande ABC logo que me formei de verdade, em 1986. Terminei a faculdade em 1983, mas  justamente por não concordar com o estágio no Rudge Ramos, quando uma lei do Ministério do Trabalho proibia isso, não pude pegar o diploma logo que acabei a faculdade.

2. Quais são os requisitos fundamentais para a contratação de um jornalista recém-formado?

RESPOSTA – Na minha forma de ver, os requisitos são os mesmos que esperamos de um profissional, embora devamos levar em conta que o recém-formado não tem a experiência do outro. Saber apurar (levantar os dados) e escrever uma matéria são quesitos muito importantes, mas comprometimento, disposição, saber trabalhar em equipe e honestidade  são fundamentais.

3. O nome da faculdade em que o candidato cursou pode influenciar na hora de arrumar um emprego? 

RESPOSTA – Existem algumas pessoas que podem levar isso em conta, mas o bom profissional só se conhece no dia a dia, e isso em qualquer profissão. Ou seja, se uma pessoa for contratada por causa do nome da faculdade, mas não mostrar competência para fazer aquilo para que foi contratada, certamente será demitida.

 4. Em relação com os outros meios de comunicação, como o rádio e a TV, no impresso é mais fácil ser contratado? Por quê? 

RESPOSTA  – Não diria que é mais fácil, mas o meio impresso talvez tenha mais vagas de emprego na comparação com o rádio e a TV, meios de comunicação que não têm toda a sua programação voltada para o jornalismo, exceto em alguns casos. Ainda assim, nas TVs voltadas exclusivamente ao jornalismo se vê muita notícia repetida. Nos impressos, principalmente os jornais diários, há uma necessidade maior de mão de obra.

5. O jornal impresso irá acabar? 

RESPOSTA – Já ouvi muitas teorias sobre o assunto, principalmente que o jornal impresso vai acabar por causa da internet. Não acredito nisso. Muito pelo contrário, acho até que vai se fortalecer e crescer. Por exemplo, aqui mesmo na região chegou o BOM DIA e logo na sequência o Metro. O jornal precisa mudar e se adaptar aos novos tempos, com uma linguagem mais ágil e textos mais curtos, para conquistar os jovens. De todo modo, os jovens que hoje estão ligados na internet, mais lá pra frente, profissionais formados nas mais diferentes áreas, vão se ligar em jornais e revistas para poder se informar com profundidade.

  6. Como o mercado de trabalho para o jornalista se encontra? E qual foram suas mudanças dos anos 80 até os dias de hoje?  

RESPOSTA – O mercado de trabalho para o jornalista sempre oferece oportunidades, sobretudo a bons profissionais, até porque a rotatividade de mão de obra sempre é grande. É jornalista saindo daqui e indo pra lá; e o de lá saindo e vindo para cá. Também temos verificado um crescimento do mercado por conta de abertura de jornais e revistas, assim como vemos jornais e revistas já consolidados lançando novos produtos ou cadernos. Também tem havido um aumento de profissionais atuando em assessorias de imprensa, um nicho do mercado que emprega muito jornalista.

As mudanças dos anos 1980 para cá foram muitas, mas destaco sobretudo a entrada dos computadores no mundo das redações e as possibilidades que a internet trouxe, sobretudo por facilitar a busca por informações. Rádio e TV também ganharam recursos tecnológicos que os tornaram mais ágeis e com melhor recepção.

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Jornalista formada pela Metodista concede entrevista a estudante

Jornalista Elaine Granconato do Diário do Grande ABC,42, concedeu entrevista em 2009 para a atual aluna da Universidade Metodista de São Paulo, Ana Carolina Ribeiro,18, na sede do Diário. A jornalista respondeu diversas perguntas sobre o mercado de trabalho, dentre eles dizendo que o curso de jornalismo não é o suficiente, e que o curso de Direito seria uma boa escolha para complementar.

Segue abaixo alguns dos principais trechos da entrevista concedida em 2009:

1.Qual outro curso, na sua opinião poderia complementar o curso de jornalismo, para dar mais credibilidade no mercado de trabalho?

RESPOSTA – Eu acho fundamental Direito, que foi a segunda opção que eu fiz, eu sou formada em direito também, e isso para minha área, por exemplo política agora, me dá um respaldo, agora mesmo a matéria que eu fazia era sobre assuntos jurídicos e foi passada para mim por causa disso, por causa da afinidade que eu tenho com as duas áreas, então eu acho que eu não optei em fazer Direito como minha primeira faculdade, por que minha opção são foi em ser jornalista, mas depois eu fiz Direito como complementação, para eu entender, como eu trabalhava sempre com política, para eu entender o que eu estava escrevendo, porque as vezes você entrevista um advogado, como se entrevista um médico, mas fazer medicina vai ficar difícil para entender aquela linguagem, mas no Direito a linguagem é muito complexa e na política, principalmente na questão administrativa das prefeituras, acaba usando muito o
direito, então é uma base boa que o Direito dá para qualquer profissão, mas eu acho inclusive o Jornalismo.

2. Você acha que apesar de decisão do STF quanto ao exercício da profissão de jornalista, o diploma é essencial? Porque?

RESPOSTA – Eu sou totalmente contrária, eu até acho que foi uma decisão incabível, inconstitucional do Supremo, inclusive do Gilmar Mendes. Eu acho que é fundamental e toda profissão tem que ter o diploma, porque que o jornalista não teria, eu acho que todo bem que as pessoas, uns ou outros, tenham aptidões para escrever, e para se comunicar, mas eu acho que o ensino acadêmico é fundamental, para que direcione, para que dite normas, regras, porque ninguém nasceu jornalista, como ninguém nasceu médico. Então eu sou contrária, e acho fundamental, e aconselho, mesmo com essa determinação arbitrária no meu ponto de vista, que os jovens, queiram seguir o Jornalismo e que façam a faculdade, porque não é assim como dizem, não é você passar na porta do jornal, ou de Rede Globo, que eles vão te contratar porque você gosta, porque você quer ser jornalista, isso é ilusão.

3.Quais os limites que são impostos pelas empresas jornalísticas, aos jornalistas?

RESPOSTA – Infelizmente os jornalistas não são os donos dos jornais, e sempre existe uma censura, algo que a gente que ta trabalhando no dia-a-dia na Redação desconhece, e isso acaba frustrando um pouco, quando interesses políticos, ou outros tipos de interesse se sobrepõe ao nosso trabalho diário de uma Redação, então de repente frustra uma matéria que você apurou, e é um denuncia importante e você não tem como publicar aquela matéria por algum motivo e aquela matéria acaba não saindo.

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As Faculdades de Comunicação tem deixado muito a desejar em termos de qualidade”, relata o âncora Boris Casoy

Jornalista Boris Casoy, 70, atualmente âncora do Jornal da Noite na Band e âncora da rádio BandNews FM, concedeu em 2009 uma entrevista a aluna Ana Carolina Ribeiro, 18, sobre seu ponto de vista do mercado de trabalho na área do Jornalismo.

Veja os principais pontos da entrevista:

1. Qual outro curso poderia complementar o curso de jornalismo, para me dar um pouco mais de credibilidade no marcado de trabalho?

RESPOSTA – Uma língua (de preferência inglês). E Economia.

2. O Sr acha que apesar de decisão do STF quanto ao exercício da profissão de jornalista, o diploma é essencial? Porque?

RESPOSTA – O diploma era essencial para o exercício da profissão; uma exigência legal. No entanto, como as faculdades de comunicação tem deixado muito a desejar em termos de qualidade, o verdadeiro jornalismo acaba sendo ensinado nas redações, na prática do dia  a dia.

3. Qual matéria na faculdade o Sr acha que dá maior base para a profissão no dia-a-dia?

RESPOSTA – Como disse acima, não acredito que as faculdades formem verdadeiros jornalistas….

Só a prática ! E cada jornalista tem de se manter informado e acumular cada vez mais cultura. É um estudo constante, permanente.

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        “A verdade é que a área está saturadíssima”, diz jornalista recém-formado sobre o mercado

Bruno Ferreira, 24, jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo, contou ao blog Caminhos do Jornalismo, em entrevista realizada em abril, que o mercado jornalístico se tornou mais competitivo e saturado em relação ao século anterior, devido à profissionalização da carreira e a criação do curso universitário.

O jornalista, formado em 2009, fez estágio em rádios, na assessoria de imprensa da Câmara de São Paulo, em uma revista sobre logística, e é fluente em inglês e italiano. Tal currículo, entretanto, não o impediu de ficar um ano e seis meses desempregado tendo trabalhado apenas como freelancer, até arrumar emprego recentemente, enquanto respondia as perguntas do blog por e-mail.

Bruno destaca a prática do “quem indica” na área, quando jornalistas são contratados através da recomendação de conhecidos, que trabalham no meio jornalístico.

Também considera de grande importância o estudante fazer projetos e cursos na área, já que estes ajudam o jornalista a construir seu portfólio. Demonstra que a invenção da internet serviu mais para o jornalismo como um modo de acelerar a disseminação da informação do que como para criar vagas de trabalho.

Segundo ele, o nome da faculdade conta pouco na hora de ser contratado, o que vale mais são as “experiências profissionais anteriores”.

Bruno está empregado hoje na ONG Viração Educomunicação.

O download da entrevista completa pode ser feito no seguinte link: http://www.megaupload.com/?d=0O5NMV6N .

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 Entrevista com editor de política do Correio Braziliense

Baptista Chagas, editor de política do jornal Correio Braziliense e do Estado de Minas, concedeu entrevista aos alunos da Univerisade Metodista de São Paulo André Luiz e Caio Kirdeika, no dia 15 de abril, via telefone. Entre as questões abordadas, Chagas respondeu principalmente sobre as influências da mídias na contratação de profissionais, e os processos que os recém formados tem que passar para conseguir trabalhar na área.

Segue abaixo a entrevista feitas pelos estudantes:

1.Em geral a mídia da mais importância ao perfil profissional ou a faculdade que cursou?

RESPOSTA – Claro que em cima do perfil profissional da pessoa e não a faculdade que cursou.

2.O jornal impresso irá acabar? Por quê?

RESPOSTA – Não sei, os jornais terão que fazer uma revista por dia e postar na internet

3. As redes sociais como “orkut”, “facebook” e “twitter” fazem com que profissionais sem diploma sejam contratados?

RESPOSTA – Não, isso não interfere no mercado de trabalho, não faz diferença independentemente do capacidade da pessoa de manusear essas redes

4. O Correio Braziliense da oportunidade para jornalistas experientes tanto quanto os inexperientes? Quais?

RESPOSTA – Os experientes já estão no mercado de trabalho, já quem sai das faculdades precisa passar pelo programa de estágio

5. Esse programa de estágio é diferente a de outros jornais como Estadão e Folha de São Paulo por exemplo?

RESPOSTA – A seleção não é diferente de nenhum outro jornal.

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Ex-professor de jornalismo da Cásper Líbero concede entrevista para o Blog

José Américo, vereador e ex-professor de jornalismo, contou em entrevista para o Caminhos este mês que o mercado jornalístico está bom para o jovem que sai bem preparado da faculdade.

Américo disse ainda que o jornalismo radiofônico e televisivo passam por uma crise, enquanto o da internet e a assessoria de imprensa oferecem muitos postos de trabalho.

O jornalista também ressalta a importância da praticidade no curso de jornalismo, para inserir melhor o jovem no mercado de trabalho.

Para ele também, o nome da universidade conta muito na hora de ser contratado, já que algumas faculdades oferecem melhor formação do que outras.

Confira a seguir o áudio da reportagem feita com os principais trechos da entrevista.

José Américo trabalhou no Diário do Comércio e na Folha de S. Paulo, entre outras publicações da capital paulista.

Lecionou jornalismo na Faculdade Cásper Líbero e na Universidade UniSant’Anna.

Foi secretário de Comunicação da cidade de São Paulo durante a gestão da ex-prefeita Marta Suplicy.

Atualmente, é vereador do município pelo Partido dos Trabalhadores.

Se formou em jornalismo pela Escola de Comunicação e Artes da Usp.

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Presidente do Sindicato dos Jornalistas fala com estudantes da Metodista

José Augusto de Oliveira Camargo, 50, diretor do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo concedeu entrevista aos estudantes da Universidade Metodista, na sede do Sindicato dos Jornalistas no dia 10 de maio de 2011, onde respondeu questões do atual mercado de trabalho jornalístico.

Com mais de 30 anos de jornal, José Augusto é formado em Sociologia e está em seu segundo mandato como diretor do Sindicato. O diretor comentou sobre a suspensão do diploma de jornalismo, o fim do jornal impresso e sobre o mercado de trabalho para os recém-formados.

Assista abaixo o vídeo da entrevista:

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