Futuro do jornalismo digital

Não é difícil de imaginar e tampouco transcende as grandes linhas da história. Basta voltar 20, 30 anos para se deparar com um passado onde o jornalismo acontecia sem o auxílio da internet, com o rádio, os jornais impressos e a TV como as principais fontes de notícia. Alguém nessa época poderia prever a invenção daquilo que quebraria a barreira tempo-espaço? Segundo a jornalista Suzana Barbosa,  o rádio levou 38 anos para ter audiência global de 50 milhões de pessoas, a TV aberta, 16 anos, e a TV a cabo, dez, já a Internet com a WWW precisou de apenas cinco anos para atingir 200 milhões de pessoas. Os números caracterizam a rapidez com que a internet se desenvolveu e a grande mudança que houve na comunicação em tão pouco tempo.

Invenções nunca antes imaginadas, como os incríveis aparelhos móveis que resolvem quase tudo em poucos toques, ganham forma e mexem com a nossa imaginação, fazendo-nos crer que, para a tecnologia, quase tudo é possível. As décadas se passaram e as tecnologias não param de evoluir. A inserção da internet no cotidiano das pessoas foi decisiva para a mudança de comportamento da sociedade e os rumos do jornalismo. Hoje, com as novas gerações, as chamadas Y e Z, a busca pela rapidez e eficiência nos meios de comunicação cresce em ritmo acelerado e impulsiona o aprimoramento das tecnologias. As informações são compartilhadas instantaneamente e todos passaram a ser emissores graças aos blogs e às redes sociais.

A ramificação do conhecimento é outra tendência para a internet. É possível escrever sobre assuntos totalmente específicos e criar um blog abordando temas originais, bem como ter uma coluna em algum portal de informações sobre assuntos pouco usuais. Para quem quer escrever sobre música, por exemplo, há diversas ramificações dos assuntos sobre o qual o internauta pode se especializar. Há diversos gêneros, diversas épocas com diferentes estilos musicais, muitas bandas e locais com músicas regionais. Os assuntos são intermináveis, basta ter criatividade.

O jornalista, para acompanhar todas essas mudanças, tem que ser, além de tudo, atualizado. Isso significa estar sempre atento às novas plataformas, como a internet, e dominar os recursos existentes para que se possa realizar um bom trabalho jornalístico. O jornalismo em si continuará o mesmo, o que implica que, independente da plataforma, os materiais divulgados tem que ser sérios, com rigor na apuração dos fatos e trazendo o que é de interesse público.

Trecho da entrevista realizada com o professor da pós graduação da UMESP Sebastião Squirra para os estudantes Jamile Bittar, Juliana Messina e Raul Altran

Se para os pais das atuais gerações a internet já era sonho distante em suas infâncias, prever hoje o que o futuro nos aguarda é tarefa difícil. A cada dia surgem novas e inovadoras tecnologias, e o jornalismo, assim como a maioria das profissões, vem se adequando a esta mudança. Muitos especialistas prevêem o fim do jornal impresso, das rádios tais como conhecemos hoje, e a total soberania da internet. Entre os jovens, tal soberania já é realidade, e basta analisar o histórico da evolução do jornalismo para concluirmos que as plataformas digitais tendem a crescer ainda mais. Sem dúvida novas tecnologias virão, o jornalismo digital como conhecemos hoje será aperfeiçoado e ocupará ainda mais espaço entre aqueles que buscam informação.

O fato é que as empresas de comunicação que se negarem a investir na internet hoje serão prejudicadas no futuro. Muitos jornalistas divergem sobre os já citados problemas das mídias tradicionais, mas quase todos concordam ao declarar que o investimento digital é um dos principais determinantes para manter as empresas ativas sem perder espaço no mercado, propondo a mudança de suas plataformas e visando ao interesse do novo público internauta.

Quer ingressar no meio digital? Confira a dica dos profissionais André Deak e Walter Teixeira Lima Jr em entrevista para os alunos José  de Martini, Juliana Martinelli, Juliana Nogerino, Liliane Nakagawa e Raul Altan.

GRUPO 5 – MATUTINO

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