Entrevista – Alipio Freire

O ex-preso político Alípio Freire, 66 anos, é baiano mas cresceu em São Paulo.

Alípio começou cedo no movimento secundarista e não admite ser visto como vítima ou herói de sua geração. Além disso não culpa os jovens pela apatia da política de hoje, mesmo tendo lutado para resgatar a democracia e instalar o socialismo no Brasil, mas diz: “Nós somos as possibilidades do nosso tempo.”

Integrante da Ala Vermelha (PCdoB), apostava na luta armada como forma de combate.

Foi preso aos 23 anos pela Operação Bandeirante (Oban). Depois de três meses de interrogatórios no Doi-Codi e no Departamento de Ordem Política e Social (Dops) foi transferido para o Presídio Tiradentes, que abrigou presos políticos durante a Era Vargas e o regime militar.

Após a prisão, Alípio retomou o jornalismo e continuou na militância, atuando inclusive na fundação do PT. Anistiado, ele recebe indenização do Ministério da Justiça desde 2005.

“No presídio, alguns (torturadores) diziam que tinham vencido a guerra, mas eu dizia que era só uma batalha. Eu gostaria que eles estivessem vivos hoje para perguntar quem, realmente, ganhou. Eu posso contar para os meus filhos e netos, com muito orgulho e muita honra, o que vivi, já eles se escondem como ratos”.

                                                           Alípio Freire.

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