Mercado de trabalho – matutino

 

Jornalista deve se preparar para o mercado de trabalho ainda na Universidade

O futuro profissional da área do jornalismo deve se preparar, ainda na faculdade, para chegar com o mínimo de experiência no mercado de trabalho. É por isso que os alunos devem aproveitar os laboratórios em diferentes áreas e aproveitar os programas de trainee desenvolvido por várias empresas.

Quem faz o curso de jornalismo pode trabalhar como assessor de imprensa de órgãos, empresas e celebridades. O jornalista também pode trabalhar em televisão, redações de jornais e rádios.

O mercado de trabalho para o jornalista está saturado. As faculdades acabam formando mais jornalistas do que o mercado pode absorver. Por isso, é recomendado a todos que fazem a faculdade de jornalismo que procurem um estágio durante o curso, dessa forma, o aluno estará criando sua porta de entrada para esse mercado.

Dentre os principais tópicos para explicar quais os principais requisitos que um jornalista deve ter, serão citados cinco, retirados diretamente do livro “Jornalista”, da editora Publifolha. Confira abaixo esses itens:

1.Ser ético e honesto em seu trabalho;

2.Domínio da Língua Portuguesa;

3.Perceber a importância do trabalho em equipe para a profissão;

4.Ter em mente que a profissão requer, muitas vezes, trabalhos feitos em finais de semana;

5.Desenvolver o censo crítico para ingressar e permanecer no mercado de trabalho.

fonte: livro “Jornalista” da editora Publifolha

De acordo com a tabela do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, o salário para quem pretender trabalhar em uma redação será no início, cerca de R$1.329,00. Já quem optar pelo trabalho na televisão terá um salário inicial de R$1.000,00.

Já os dados do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo apontam um salário inicial de R$1.833,00 (5 horas diárias em jornal ou revistas da capital) e R$2.075,78 (assessoria de imprensa na capital).

Veja a tabela de salários da profissão em alguns locais do país:

O piso salarial é determinado pela negociação entre dois sindicatos: o patronal e o dos trabalhadores. No estado de São Paulo, cada setor possui um sindicato patronal, mas o dos trabalhadores, é um só.

Laboratórios das Universidades e empresas juniores podem auxiliar no ingresso ao Mercado de Trabalho

Muitas escolas de comunicação criam, com o intuito de dar um complemento às aulas e preparar melhor seus alunos para o mercado de trabalho, produções de diferentes produtos jornalísticos. Geralmente, os mais comuns são jornais e revistas, mas há ainda instituições que criam outros como: reunião de pauta, reportagens e edição de textos. Esses laboratórios são considerados como a melhor forma de dar um preparo a mais aos alunos.

As empresas juniores funcionam como um laboratório para praticar tudo o que é aprendido, como se estivesse em um ambiente profissional. Tudo isso durante os estudos.

Um bom exemplo é a J Júnior, criado em 2004 pelos próprios alunos da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. “A J Júnior atua mais na área de assessoria de imprensa. Essa é uma área que estudamos no curso de jornalismo, mas não havia laboratório para que colocássemos em prática o aprendizado. Por isso o trabalho na júnior é uma boa oportunidade para chegar a esse estágio”, é o que diz a editora Cássia Alves, quando era aluna do 1º semestre do curso de jornalismo da Universidade.

Ou seja, quem trabalha nessas empresas juniores são exclusivamente os alunos com o auxílio dos professores que desenvolvem aos alunos também palestras e workshops. Geralmente, as instituições revertem o dinheiro arrecadado em equipamentos e manutenção.

Além dessa, outras Universidades tem esse tipo de laboratório preparatório ao mercado de trabalho. A Universidade Metodista de São Paulo, por exemplo, possui a  Redação Multimídia, onde todos os alunos que fazem o curso têm a oportunidade de “trabalhar”. Vale a pena pesquisar quais faculdades tem esse tipo de recurso para então escolher a melhor Universidade preparatória para este mercado tão competitivo.

 

Estágios e Trainees são essenciais para o aperfeiçoamento e aprendizado do aluno

Os estágios das empresas de comunicação são desenvolvidos para criar um caminho natural do estudante ao mercado de trabalho. Um aluno que possuir no currículo estágios em empresas renomadas terá mais chances de conseguir um emprego.

É importante lembrar que muitos vêem o estágio de jornalismo como algo ruim. Já que acreditam que é comum encontrar subempregos disfarçados  de estágio, em que estudantes são colocados para exercer atividades que vão além de suas responsabilidades como estagiário. Para evitar que os estudantes sejam explorados, o Sindicato dos Jornalistas de alguns estados estabeleceram regras para o estágio. O Programa de Estágio Acadêmico criado em 2001 pela diretoria do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Este programa estabeleceu como regra que o estágio deve ser feito em até seis meses (podendo ser renovado), com uma duração diária de até 5 horas e o estudante deve receber a uma bolsa-escola num valor equivalente a no mínimo 60% do piso salarial da categoria.

Importante lembrar que o estagiário não deve ser responsabilizado por atividades que não correspondam a sua condição de aprendiz. De acordo com o decreto nº 83.284, de 13 de março de 1979, que regulamenta a profissão.

A Comissão Estadual de Qualidade de Ensino Superior é responsável em fazer todos os acompanhamentos referentes aos estágios acadêmicos do Estado.

Entre as atividades que podem ser desenvolvidas pelo estagiário estão:

  • Clipping  – Pesquisa de material publicado pelos veículos de comunicação;
  • Rádio-escuta – Acompanhamento dos noticiários divulgados pelos veículos eletrônicos;
  • Mailing/follow up – Envio e confirmação do recebimento de material enviado para os veículos pelas assessorias de imprensa;
  • Pesquisa – coleta prévia de material a respeito de determinado assunto, para elaboração da pauta;
  • Agenda – Agendamento e confirmação de entrevistas;
  • Paginação eletrônica – Aplicação de textos e fotos em sites;
  • Arquivamento – Arquivamento de fotos, vídeos, fitas cassete e textos.

Para os jornalistas recém formados existe também programas de trainee. Um dos mais famosos é o da Editora Abril, que já existe há 28 anos, o Curso Abril de Jornalismo. O curso tem como objetivo descobrir novos talentos na área de comunicação, treiná-los e aproveitá-los na própria editora.

O curso já formou cerca de 1800 profissionais, é gratuito e ocorre em São Paulo. Tem uma média de candidato/vaga de 2,5 mil para 50 vagas. As aulas acontecem durante cinco semanas, com workshops e palestras. Os alunos produzem a Plug, uma revista-laboratório que tem como fonte as revistas da editora (Veja, Playboy, Capricho e Nova). Os critérios da seleção para o programa incluem boa redação e capacidade de trabalhar em grupo. O Curso Abril de Jornalismo é sem dúvida uma ótima oportunidade para um jornalista iniciante mostrar seus conhecimentos e seu talento. As inscrições para o ano de 2011 já terminaram (em dezembro de 2010), mas para mais informações e para saber quando será as inscrições para o curso de 2012 é só acessar o site referente ao curso: www.cursoabril.com.br

 

Mídias digitais, um mercado em expansão e ótima oportunidade aos jornalistas

O mercado das mídias digitais está em contínua expansão. O jornalista pode encontrar emprego em portais, revistas online, blogs e sites de empresa. A comunicação corporativa ou empresarial costuma oferecer mais oportunidades de trabalho do que as redações de revistas, jornais e agências de notícia. Uma pesquisa com mil grandes empresas nacionais e estrangeiras encomendada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, em 2008, mostrou que cerca de 65% de companhias entrevistadas tinham a pretensão de aumentar os investimentos em comunicação. Um profissional que pretender atuar em uma área específica como moda, ciência e tecnologia, por exemplo, pode encontrar espaço para atuar também como redator setorizado. Os maiores empregadores continuam nas capitais, mas cresce o número de oportunidades em cidades do interior.

Trabalho como Freelancer é indispensável para aqueles que buscam trabalhar somente com o que gostam

Além de trabalhar com carteira assinada, muitos jornalistas atuam como prestadores de serviços, que acaba sendo uma grande realidade no mercado de trabalho desta profissão. O freelancer é uma solução que as empresas encontraram para agregar mão-de-obra barata e também existe como chance para todos exercerem a profissão que realmente gostariam de ter.

O jornalista freelancer pode assumir diversos tipos de trabalho de acordo com o seu campo de interesse, por isso, trabalhar como freelancer é uma ótima oportunidade de colocar em prática tudo aquilo que estudou e o que realmente gosta de escrever. É importante lembrar que o freelancer vive de reputação, então é essencial a escolha da área certa, a área que mais se identifica com você, para que então o trabalho fique bastante caprichado.

 

O diploma deixa de ser requisitado na área

No dia 17 de junho de 2009 aconteceu um marco na história do jornalismo. A obrigatoriedade do diploma do curso para ingressar na profissão deixou de existir. Esse decreto foi dado pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo o diretor do Comitê de Relações Governamentais , Paulo Tonet, da ANJ (Associação Nacional dos Jornais), em uma entrevista concedida a Folha Online, o STF só oficializou algo que já ocorria na prática e a ANJ não é contrária ao decreto.

O assunto repercute entre os jornalistas. Alguns contra, outros a favor. O importante é que as pessoas não pensem que qualquer um pode ingressar no mercado de trabalho do jornalismo, tendo ou não diploma. A profissão requer conhecimento e boa vontade. A proposta da exclusão da obrigatoriedade do diploma só serve para aqueles que muitas vezes acabam entrando neste saturado mercado por seu talento e boa vontade de desenvolver bem a profissão. Mesmo não possuindo nenhum papel (diploma) que diga que ele “serve” para o trabalho. Afinal, a profissão depende mais de dedicação, boa vontade, boa comunicação, alguém gesticulado e sem medo de ir em busca da verdade, do que um profissional que possui um diploma de formação do curso.

“O mercado de trabalho não se organiza a partir de reservas de mercado. Ele se organiza a partir de necessidades concretas das empresas e dos indivíduos. E os profissionais não devem construir suas carreiras dormindo o sono dos justos sob ou sobre os seus diplomas. Precisam desenvolver suas melhores habilidades e ir à luta, oferecendo soluções para problemas.” (jornalista César Valente).

 

A mulher é inserida no mercado de trabalho

A mulher iniciou no mercado de trabalho da área do jornalismo em 1930, mas apenas com participações pequenas. Entretanto, há um exemplo memorável. A jornalista Margarida Izar, que chegou a participar (sendo a única mulher) no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (fundada em abril de 1937). Passando contra todos os preconceitos que existiam na época contra as mulheres.

Em 1939, consta que apenas 2,8% dos jornalistas da capital eram mulheres.

O ingresso da mulher na carreira só foi acentuada na década de 70.

Segundo dados do Sindicato no final da década de 90, a Editora Abril empregava mais de 500 mulheres, sendo assim, a maior empregadora de jornalistas mulheres do país.

Em 1995, de acordo com o Ministério do Trabalho, a jornalista mulher já tinha 64,8% do mercado, contra 35,2% de homens.

O jornalismo não tem como perfil ser uma profissão consolidada, assim como direito, engenharia e medicina, por exemplo, o que faz a profissão, hoje, ter uma maior procura por jornalistas do sexo feminino. Segundo dados do MEC (Ministério da Educação), em 1998, ingressaram 14969 mulheres no vestibular do curso, contra 10015 homens.

Em 1999, houve um aumento correspondente a 97,02% de mulheres nas áreas de rádio e televisão. Mesmo a mulher tendo a mesma função do homem na profissão, em muitos lugares ainda é possível notar o preconceito. No início de 2000, por exemplo, podemos perceber essa diferença ao compararmos o salário dos dois sexos. A mulher ganhava R$1072,00 em média, menos do que os homens, que ganhavam R$1129,00 (ambos exercendo a mesma função).

No ano de 2010 as mulheres tiveram um reajuste salarial maior do que o dos homes, o que pode parecer uma nova fase. Porém, em 2011, segundo dados na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) as mulheres voltaram a ficar para trás. Enquanto o reajuste salarial dos homens foi de 2,62%, o das mulheres foi de 2,54%.

Mesmo com tudo isso, é possível notar que as mulheres conquistaram o seu espaço no mercado e hoje recebem prêmios que respondem aos seus esforços em fazer o melhor trabalho.

Existe espaço no mercado de trabalho para todos (homens ou mulheres), o importante é fazer bem o seu trabalho e se consolidar como um bom profissional, tendo sempre a superação como sua principal meta.

Presidente Getúlio Vargas cria a primeira lei sobre a profissão e o jornalismo é consolidado

O presidente Getúlio Vargas (com a assessoria do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo) criou  a primeira legislação sobre a profissão de jornalismo no Brasil em 1938, o Decreto-Lei 910, que determinou uma jornada máxima de 5 horas por dia, podendo ter um acréscimo de 2 horas mediante pagamento complementar.

O decreto também estipula que a nacionalidade do jornalista precisa ser brasileira e que não pode ter antecedente criminal. Interessante complementar que nesse decreto, não foi colocado a obrigatoriedade do diploma do curso.

Greve tem como principal objetivo a melhoria nas condições de trabalho

Uma das greves mais conhecidas que tinhas como intuito a melhoria nas condições de trabalho dos jornalistas foi a greve de 1961. Durou cinco dias e teve término no dia 5 de dezembro. A greve consagrou o piso salarial que tinha sido estabelecido pelo Tribunal Regional de São Paulo de dois salários mínimos (referente ao da época).

Em uma pesquisa feita em 2000 pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo junto a Federação Nacional dos jornalistas e o Ministério do Trabalho e constataram o número de 27012 profissionais na área de jornalismo com carteira assinada no Brasil.

A precarização do trabalho dos jornalistas

A FENAJ divulgou no dia 21 de março de 2011 às nove horas e cinqüenta e um minutos a preocupação de todos com a onda de demissões de grandes empresas de muitos jornalistas. Entre os principais veículos estão o Grupo Abril, Rede TV, Estadão e TV Cultura.

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo disse que isso é um desrespeito. Já que aparentemente o motivo das demissões é diminuir custos, trocando funcionários antigos e “caros” por funcionários novos e “baratos”. Se esse for o real motivo, estará sendo desrespeitada a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho, contra as demissões imotivadas.

 

Dificuldade de inclusão de jornalistas brasileiros no exterior

Em uma entrevista feita pela repórter Viviane Borges do OiLondres , guia de brasileiros a Londres, o jornalista brasileiro Jader Oliveira, falecido aos 76 anos de idades, mas que teve em seu currículo muitas experiências.  Ele conta como foi para ele, um jornalista estrangeiro, conviver em outro país, com outra cultura e narra para o guia sua experiência.

Veja alguns dos trechos da entrevista concedida ao guia de brasileiros a Londres, a OiLondres.

 OiLondres:Quanto tempo você tem de profissão e onde
atuou no Brasil?

Jader: Comecei no jornalismo aos 17 anos. Comecei no Diário de Minas, de Belo Horizonte, como repórter-auxiliar. Lembro-me muito bem da pergunta que o editor de esportes do jornal me fez: “Quem você já leu?”. Por sorte, eu já havia lido bastante, mas o que me garantiu o lugar parece ter sido o fato de já ser, na época, um devoto da literatura de Eça de Querioz, o que coincidia com o gosto literário do editor. O salário já era baixo e eu logo procurei ampliar meu campo de trabalho. Candidatei-me a um lugar de redator da Rádio Inconfidência e fui aprovado. Somando o meu começo como répórter-auxiliar, já tenho 45 anos de profissão e ainda não penso em me aposentar. No Brasil, além do Diário de Minas, trabalhei na Rádio Guarani, TV Itacolomi, Diário da Tarde, Estado de Minas, O Diário, sucursal de O Globo e fui free lancer da United Press International, mandando notícias de Minas Gerais para a sede brasileira da agência, que ficava no Rio de Janeiro. Passei também uma temporada em agências de publicidade: McCann-Erickson, no Rio, e Asa, em Belo Horizonte, mas minha paixão sempre foi o jornalismo.

OiLondres:Como surgiu a oportunidade de trabalho aqui?
Jader: Aconteceu o seguinte: o chefe da seção brasileira da BBC em 1967, John Mulholland, foi ao Brasil numa visita de contatos. O Diário da Tarde, onde trabalhava, me mandou entrevistá-lo. Durante a conversa, ele me perguntou: “quando houver uma vaga, você não estaria interessado em se candidatar ao concurso?”. Depois, um amigo meu que já havia trabalhado na BBC começou a fazer a minha cabeça. “Vá que você gostará e, talvez, não volte mais”. E aqui estou.

OiLondres:Quais são as dificuldades encontradas quando se está em busca de trabalho em Londres, na area de jornalismo?
Jader: O mercado de trabalho para o jornalista brasileiro no exterior mudou totalmente. O mercado ficou encolhido com a chegada da internet. E as empresas parecem sem recursos para pagar correspondentes com moeda forte.

Nos anos 70, as oportunidades eram bem maiores. Por exemplo, havia espaço amplo para a cobertura internacional, em razão da censura imposta pela ditadura militar ao noticiário nacional. Mas eu creio que para a midia eletrônica a necessidade do correspondente ainda é muito grande. Será sempre preciso mostrar uma cara, ou uma voz, falando do lugar de onde a notícia procede. Os jornais se viram com a internet, embora eu creia que o correspondente de jornal ou de revista que seja um tanto criativo encontrará sempre excelentes pautas.

OiLondres:O idioma é uma barreira para o trabalho do dia-a-dia?
Jader: Sem conhecer o idioma será sempre muito difícil trabalhar em
qualquer país. Isto vigora para os jornalistas de todas as nacionalidades.

Mas há sempre alguma saída. Eu me lembro de uma experiência que vivi em Hong Kong, onde o inglês é o segundo idioma. Mas a vasta maioria só fala mesmo chinês. Eu corri ao Clube de Imprensa local, um reduto francamente britânico, e obtive as informações que necessitava para escrever sobre a volta do território à administração chinesa. Recorri também ao Consulado Brasileiro e tudo acabou dando certo.

OiLondres:Quais as principais diferenças do mercado jornalístico
brasileiro para o inglês?
O que há de mais atrativo e o que há de mais difícil?
Jader: Estou distante do mercado brasileiro há muito tempo. Vou ao Brasil com bastante frequência e lá todos me dizem: “que sorte você tem de estar longe disso aqui”. Mas eu não penso assim. Continuo sendo essencialmente tribal e quando vou ao Brasil não deixo de passar longas horas vivendo a confusão habitual das redações. Aqui o mercado é bem mais amplo e sólido – mas, obviamente, para os jornalistas locais. É uma midia em permanente evolução. Uma evolução que tem em mente a influência da internet no processo de informação que se serve um número cada maior de usuários da rede.

OiLondres:O que você diria para os jornalistas que estão em busca de
trabalho por aqui?

Jader: Candidate-se a uma vaga na seção brasileira da BBC. Ou consiga, antes de viajar, um compromisso seguro de algum jornal, revista ou emissora de rádio ou televisão, para garantir o seu sustento. Não venha às cegas ou sem uma boa experiência profissional, porque isto raramente dá certo.

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